sexta-feira, 19 de março de 2010

O Estadão e as redes sociais


A partir de hoje, o site do Estadão muda profundamente. A navegação está mais clara, o design puxa pela elegância, vídeos e fotografias ganharam destaque. O novo site agora poderá ser acessado tanto pelo estadão.com.br quanto pelo estadao.com.br (com ou sem til), ou ainda pelo estadao.com - neste caso, sem o til.

Ele se aproxima das redes sociais e ressalta um arrojado processo de integração das redações, comum nos Estados Unidos e na Europa, mas único no Brasil. "A integração ocorre quando, na redação, as fronteiras entre papel e online se dissolvem", explica o editor-chefe de Conteúdos Digitais, Pedro Doria. "Os jornalistas do Estado contribuem para o estadão.com.br e os do site publicam no jornal. Ler um é como ler o outro, duas versões diferentes do mesmo produto. Uma de olho no minuto a minuto, a outra na bem cuidada edição diária, ambas ricas em noticiário e análise."

"As redações trabalham com alto nível de integração e com visão multiproduto e multiplataforma", diz Ricardo Gandour, diretor de Conteúdo do Grupo.

A página inicial do novo site traz ao Brasil o conceito europeu de organização. Logo na entrada, o leitor encontra duas colunas, uma com o noticiário mais importante, outra com tudo o que é interessante.

Assim, o estadão.com.br rompe o conceito de portal, ainda em voga no Brasil, porém já ultrapassado no exterior. É um site que serve para informar, mas que não deseja confinar leitores num único ponto da internet. Foi construído para se integrar às mídias sociais e estimular circulação de informação pela rede, via Twitter, Facebook, Orkut, e-mail ou blogs.

Por conta do investimento feito no Twitter, o estadão.com.br já conta com 40 mil seguidores. E o Twitter já é a segunda fonte de acessos externos ao site, perdendo para o Google, mas ganhando de outros sistemas de busca.

O empenho dedicado às mídias sociais se mostra também no número de blogs, que dobrou nos últimos meses e deve triplicar até o fim do semestre.

Blogs têm dupla importância em um site noticioso. É onde jornalistas especializados podem escrever com mais liberdade sobre seus temas - da psiquiatria à tecnologia, seja em Nova York ou Pequim. É também onde a conversa entre jornalistas e leitores é mais intensa.

A internet é também uma oportunidade de relatar histórias de maneiras inimagináveis no papel. Contando com uma equipe de fotógrafos composta pelos melhores do País, o site abre espaço para a publicação de fotografias em quantidade e ensaios dos mais sofisticados no blog Olhar sobre o Mundo.

A TV Estadão é outra que ganha espaço na home. Filmando no estúdio no meio da redação ou indo até os entrevistados, servirá de canal para especialistas e autoridades. A variedade de vídeos se ampliará neste ano, com a criação de programas transmitidos ao vivo.

O novo design gráfico é de responsabilidade da Cases i Associats, empresa que também redesenhou o jornal. São projetos irmãos, pensados em conjunto para que se completem. O resultado permite dar destaque à apresentação dos infográficos multimídia, animados, um dos sinais de qualidade do estadão.com.br.

Copa e eleições. O ano de 2010 é especial. Tem Copa do Mundo seguida de eleições presidenciais. Em 2008, nos Estados Unidos, o público correu para a rede com objetivo de saber a respeito de um pleito particularmente competitivo. No Brasil, não será diferente. A cobertura de futebol e política terá destaque no novo site - assim como, desde fevereiro, economia tem seu próprio espaço.

Para Silvio Genesini, diretor-presidente do Grupo Estado, a internet tem de oferecer conteúdos múltiplos para um público cada vez mais amplo. Isso permite também um modelo misto de negócios. "Um pedaço importante do site deve ser aberto a esse público. E outros pedaços podem ser fechados. Os usuários perceberão o valor diferenciado desses conteúdos fechados e se disporão a pagar quantias não tão altas", acredita Genesini. "Esta tem sido a tendência nas grandes empresas de comunicação do mundo. Claro que nada disso pode ser feito de forma radical ou imposta, isso se dá com testes progressivos. Mas é para esse caminho que estamos seguindo." 


E você? Tá esperando o quê pra cair na rede?
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